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Nome do Alexandros Evremidis

Alexandros Evremidis

Nasci nas montanhas da Macedônia grega, lugar de clima impiedoso - calor e frio extremos. Quarto filho (de cinco) de pais camponeses de poucos recursos, vivi a infância, primeiro, na Segunda Guerra, os alemães nos bombardeando diuturnamente, razão por que passávamos a maior parte do tempo, como vermes, num bunker/buraco no quintal, e depois, na abominável Guerra Civil, guerrilheiros e nacionalistas matando-se pelo poder. Não bastasse, com a mãe comunista e o pai nacionalista, tínhamos em casa nossa guerra particular.

Cheguei aos onze anos em estado de estupor e semi-inconsciência. Não gostava dos livros didáticos, mas também não tinha acesso à literatura. Diante da irrefreável fome de ler, eu catava nas ruas pedaços de jornal ou então lia os que estavam no banheiro para uso higiênico. Até que um amigo me liberou sua biblioteca e me senti como cego que subitamente passasse a enxergar. Efeito colateral: passei a gostar também dos livros escolares e daí em diante minha existência ganhou significado - ler, ler, ler e... escrever. Sim, passei a registrar minhas vivências em diários, futuros romances.

Aos 17, virada dramática - ler era bom, mas solitário como a masturbação que eu praticava diariamente para aplacar minhas dores. Abandonei, então, pátria, família e universidade, e caí no mundo, em busca do Mundo dos Livros, da Mulher e da Liberdade! Peregrinei pela Europa, me diverti, amei muito, conheci o sublime e o abjeto e estudei em uma dezena de faculdades. Mas a felicidade, aventura maior, a Europa não pôde me dar – era uma senhora bela, porém velha e triste, um museu.
 
Aos 25, numa viagem transatlântica de navio, conheci a Elke (Maravilha), então apenas jovem estudante. Apaixonado, me deixei seduzir por seu convite-promessa: “Vamos para o Brasil. Lá você será feliz!” Viemos e, de fato, durante alguns anos a vida foi felicidade pura. Tornei-me seu Pigmalião e, como jornalista, escrevi reportagens, entrevistas e artigos inflamados. Depois, censurado pela ditadura e já separado da Elke, abandonei tudo de novo, não para partir, mas para mergulhar na arte e na literatura. Logo, realizando o sonho juvenil, tive meus romances Adeus Grécia, Melissa e Claudinha publicados.

Depois, aventureiro contumaz, viajei de carona da Amazônia à Terra do Fogo, percorri a espinha dorsal dos Andes e de volta ao Rio publiquei mais artigos e entrevistas em Veja, Manchete, Ele e Ela, Fatos e Fotos. Sucederam-se também mais romances e casamentos que resultaram em três filhos: Guágua, Danis e Gabi.

Atualmente, além de escrever diariamente, dirijo o Portal www.rioartecultura.com, que fundei em 2000.

 

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