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Não-me-Toque em pé de guerra

Werner Zotz

13ª edição

Apresentar um livro do Werner é uma tarefa difícil. Difícil porque o que ele conta está muito além das palavras, das imagens e das figuras.
 
Conhecemos o Werner há pouco tempo. Porém, a sensação é de que já o conhecemos há muito. Conhecemos é modo de dizer, porque o Werner é uma pessoa que só se descobre à medida que vamos convivendo com ele, com seu mundo, com as suas estórias e com a sua história.
 
É daquelas pessoas que têm de ser descobertas aos poucos... Seu olhar observador e o silêncio que faz antes de dar uma resposta são momentos importantes no conhecimento de sua pessoa.
 
É interessante também percebermos como ele vai se revelando em seus livros. Em cada um deles, descobrimos traços de sua personalidade. Para conhecê-lo, melhor ler todos os seus livros, conversar com ele... Não-me-Toque em pé de guerra é mais um pedaço de sua vida, do ser que ele revela.
 
Contada em linguagem coloquial, Não-me-Toque em pé de guerra é uma sátira ao nosso sistema social. Uma estória bem amarrada – capaz de criar imagens familiares à nossa experiência de mundo sem ignorar a constante exposição a modelos de narração já “institucionalizados”. A estória vai se mostrando viva ao leitor, com todos os ingredientes de aventura e descoberta que não caem nunca no aventuresco comum ou inverossímil. Nem dá lições de vocabulário ou moral para seus leitores-crianças, escapando do que tem sido uma lamentável característica de muitas obras destinadas ao público infantil.
 
Há nesta obra um sabor de estória bem contada, que a gente lê com prazer, o precioso prazer daquela leitura gratuita, que ainda deixa um saldo de aprendizado, por acréscimo.
 
Equipe Pedagógica da Escola
Comunitária de Campinas
Campinas, fevereiro de 1982.
(Escrito para a 1ª edição)
 

Sugestões de atividades em sala de aula

– Pedir que a turma faça uma resenha do livro buscando situar o contexto político: Em qual período his­tórico do Brasil a história se desenrola?

– Com base nos dados fornecidos pela história (os rios, os pescadores, a linguagem), em que região (ou regiões) do país o autor se inspirou para criar Não-me-Toque?

– Pesquisar os anos de ditadura (1964-1985) no Brasil.

– Para debater: Qual a relação dos eventos ocorridos em Não-me-Toque com o período político no qual se desenvolve a história? Por que motivo era conveniente a história do monstro?

– Organizar uma palestra com jornalistas para discutir o papel da imprensa na sociedade.

– Fazer uma pesquisa em jornais e revistas procurando montar um panorama da política no Brasil de hoje.

– Pedir que façam uma redação com o tema Política e Ética.

 

Comentários

  • Felipe da Cunha (28/08/2007) Gostei muito

     

  • Raíssa Fontoura (28/08/2007) Que lindo este livro! Amei, amei! A temática é incrível.

     

  • Natascha e Vanessa (03/09/2007) Muito perfeito este livro. Recomendamos até mesmo para pessoas que não gostam de ler!!

     

  • maycon (16/11/2010) esse livro eh um maximo eu ateh tenho que fazer um trabalho sobre ele

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