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O lápis e a menina

Miriam Aparecida da Rocha

Qual a diferença entre um lápis e uma lapiseira? Ora, o primeiro tem de ser apontado; com o uso vira um toco até a grafite terminar e acaba no lixo. Já o segundo é de plástico ou metal; a grafite pode ser substituída, durando mais tempo. Para muitos, a lapiseira é claramente melhor do que o lápis. Mas há pessoas que vão além da superfície das coisas e enxergam valores ocultos à primeira vista.

“A graça de apontar um lápis é ver o quanto a gente já escreveu.”

Com este argumento, a personagem desta história, uma menina que sonha em ser escritora, convence a mãe a comprar um lápis preto comum em vez de uma linda e eficiente lapiseira.

O lápis preto, tantas vezes esnobado e preterido na prateleira da papelaria, fica tão contente por ter sido escolhido pela menina que resolve ajudá-la a escrever as suas histórias – ele quer mostrar que todos, por mais simples e comuns que sejam, são capazes na mesma medida.

A amizade entre a menina e o lápis é o fio condutor desta história, que de forma lúdica faz uma crítica a todo tipo de preconceito.

À medida que o toco de gente vai crescendo, seu companheiro vira um toco de lápis. Muito tempo depois, a menina realiza o sonho de se tornar escritora, mas não se esquece do seu amigo de infância...

 

Sugestões de atividades em sala de aula

– Leitura oral e interpretação da história.

– Propor uma brincadeira em que as crianças reúnam seus lápis e depois comparem se todos são iguais. Apro­vei­tar para abrir uma discussão sobre diversidade.

– Fazer uma pesquisa sobre autores de livros infantis: Como eles começaram a escrever? Como surgem as histórias?

– Entrevistar a autora via internet (intermediação a­través da Editora).

– Produção textual: E se a menina não tivesse levado para casa o lápis preto? Como seria a história? O que aconteceria com o lápis e a menina? Sugerir a construção de outra história com base nessa ideia.

– Pesquisar, junto com a turma, os negros no Brasil. Que heranças herdamos das culturas africanas? Quais as co­midas, as danças, os ritmos e outros elementos que hoje fazem parte da identidade cultural do país?

 

Comentários

  • Roberta Rodrigues (04/02/2008) Parabéns Miriam e toda equipe. Sou professora e o livro me chamou muita atenção na estante. Gostei da ilustração, principalmente por retratar uma história com uma criança negra. Ja realizei alguns projetos com meus alunos sobre diversidade e livros ilustrados com crianças negras sempre me chamam atenção. Ao ler, gostei muito do texto e fiquei muito feliz quando vi que a personagem tinha o meu nome.

     

  • Escola filho do Mineiro (11/05/2009) Nossa escola atende cerca de 500 alunos e os professores acharam interessante este livro; um dos mais interessantes que nos chegou.

     

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