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Claudinha no ano da loucura

Alexandros Evremidis

Trechos

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Eu não queria “ ir para a cama” com ela, quer dizer, não tão cedo. E não seria por moralismo, nem por causa da idade, que essa ela já tinha, afinal havia menstruado. Eu simplesmente preferia as preliminares ao ato em si. Transando ela seria “mais uma mulher”, enquanto que, brincando, seria a única, eu curtia seu lado de criança – a curiosidade e a vontade de experimentar; a descoberta e o conhecimento: a iniciação! Talvez eu quisesse recuperar o tempo perdido, namorando-a como sonhava há vinte e tantos anos atrás, quando desmaiava ao olhar para as perninhas das colegiais de azul e branco. Sua virgindade me excitava mais do que a possibilidade real de torná-la “mulher”. A Claudinha era um botão de flor e, portanto, tinha que ser cheirada, não comida.
Durante as primeiras semanas, enquanto explorava seu corpo, eu evitava ficar completamente nu com medo de chocá-la, sei eu lá qual poderia ser sua reação?! Poderia ficar traumatizada.
Em fins de janeiro, não agüentando mais a pressão do sangue, tirei minha cueca, na esperança de que ela fosse fazer o mesmo e tirar a calcinha. Fiquei desapontado e tentei ajudar. E aí houve reação brusca – ela me cortou decidida. Teria eu me precipitado? Era esse o seu limite? Meio jururu, expliquei que eu apenas queria criar maior intimidade entre nossos corpos, para que se sentissem integralmente, que não se preocupasse, eu não iria “tentar nada”. Isso é o de menos, ela disse e me confundiu de vez.
-- Mas então por que não deixa?

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