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A cidade de Alfredo Souza

José Angeli

2ª edição

Pintado com as cores poeirentas dos sertões e narrado em ritmo de tirar o fôlego, logo no primeiro capítulo de A cidade de Alfredo Souza o autor arremessa o leitor para dentro de um universo que lembra antigos filmes de faroeste.

Aventureiros, agricultores, posseiros, jagunços, grileiros, pistoleiros, mocinhos, bandidos, donzelas e matronas são os personagens que contam a história da colonização do Paraná – e, em boa medida, é a narrativa da conquista e ocupação dos territórios da fronteira agrícola brasileira, ainda hoje em contínua expansão.

Este romance épico estava fora de catálogo desde 1979, época em que o crítico Wilson Martins definiu o autor como o romancista do Paraná. O texto de José Angeli é pontuado por termos regionais próprios do gaúcho e do castelhano, mas não são entraves para o deleite da leitura. Antes dão autenticidade e beleza à narrativa desta aventura empreendedora nos cafundós paranaenses. “Nos tratos de sertão hay que se botar tenência em todas as minúcias”, diz Alfredo Souza.

O conflito, situação-limite a que todos os personagens de A Cidade de Alfredo Souza se acostumam desde cedo como praxe cotidiana, é a tônica da vida dos esquecidos do sertão. Em Rio Novo, os contratos verbais são baseados no fio do bigode e os duelos de honra resolvidos no muque e à bala.

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