Roteiros do Brasil

home » Infantojuvenis » Apenas um curumim

Apenas um curumim

Werner Zotz

 27ª edição

O livro Apenas um curumim, hoje um clássico do gênero, faz parte da história da literatura infantojuvenil brasileira.

À exceção da obra de Monteiro Lobato, os livros publicados no Brasil até os anos 1960 – destinados às crianças – em sua quase totalidade, tinham o objetivo de “educar” os pequenos, recheando suas páginas com “mensagens” de “lições de moral e bons costumes”.

Nos anos 70, a literatura infantojuvenil brasileira foi enriquecida com o lançamento de diversos textos de indiscutível qualidade literária. Esses novos autores, em vez de se apresentarem como “donos da verdade”, provocavam questionamentos, reflexões e, acima de tudo, estimulavam o prazer da leitura. Temas até então tabus, como sexo e morte, passaram a ser assunto de livros infantojuvenis.

Os livros de Werner Zotz situam-se nesse contexto. A primeira edição de Apenas um curumim foi publicada em 1979 e teve sucessivas reedições, encantando gerações de leitores – de todas as idades – nos últimos 25 anos. Essa obra é ao mesmo tempo bonita e triste. Uma história densa e profunda sobre como o índio foi enganado pelo branco. De como o índio foi ficando com vergonha de ser índio e passou a trabalhar para o branco. E, querendo ser como o branco, aos poucos foi esquecendo como era ser índio, e começou a morrer. No livro, um velho pajé, que ainda lembra como era ser índio, retorna para a aldeia com um menino – um curumim – que tem vergonha de ser índio, é triste e medroso, sem lembranças sobre a alegria, sobre a altivez e a liberdade em que vivia seu povo. Durante a jornada, o curumim se reencontra, descobre os segredos da floresta e aprende a ouvir sua voz interior. E volta a ser índio.

Como escreveu a crítica Fanny Abramovich, em 1979, no lançamento do livro:

“Apenas um Curumim é uma história muito humana (na relação entre um menino e um velho), sem medo de colocar coisas vitais e fundamentais. Uma história brasileira (porque de índios brasileiros), mas universal (porque de tentativa de extermínio de um povo, de uma fé, de uma forma de crer e estar no mundo).

Uma linda história! Uma história importante, linda de ler, fundamental de saber e comovente de ouvir”.

Jakzam Kaiser
 

Sugestões de atividades em sala de aula

– Para discutir: Que mensagens podemos tirar do livro? Co­mo os alunos acham que seria a vida de Jari sem a floresta? Qual a importância da viagem do curumim com o pajé?

– Pedir que os alunos tracem a relação que o índio tem com a natureza e seus recursos naturais. A respeito dessa relação, que diferen­ças podem ser apontadas nas sociedades não índias?

– Na aula de Ciências: Pesquisar os recursos naturais e as diferentes formas de vida (animal, vegetal) encontradas na floresta; relacionar a importância da preservação das espécies com o equilíbrio do planeta.

– Pesquisar a situação dos índios no Brasil à época do descobrimento e comparar com a atualidade.

– Fazer um levantamento das palavras de origem indígena e trabalhar em sala de aula.

 

Comentários

  • Carine Helen Morossino Santos (04/08/2009) Gostaria de parabenizar o autor Werner Zotz pela beleza da obra "Apenas um curumim". Sou fascinada pela leitura deste livro e meus alunos agradecem. Sucesso!

     

  • Mariáh A. D. de Bem (07/08/2009) Sou aluna de Carine Helen Morossino Santos e realmente fiquei fascinada por "Apenas um curumim". Gostaria de dar os parabéns ao autor Wener Zotz por esta obra espetacular. Obrigada. Muito sucesso em sua vida.

     

Envie seu comentário 

Comente

Contribua com seu comentário

Resenhas relacionadas

Obras relacionadas

  • Rio Liberdade: uma aventura no Pantanal
  • A aventura aventurosa de Acanai contra a grande cobra Sucuri na Terra sem Males
  • O Manezinho que nasceu ao contrário

« voltar