Tempos Heróicos
Jornal de Santa Catarina, 10/12/2007
Fabrício Cardoso
Seria impróprio envolver Tempos Heróicos, de Jakzam Kaiser, no clima de nostalgia dos anos 80 que assaltou o mercado editorial. O livro vai além da temática rasa dos almanaques, limitados aos objetos de consumo da época. Jakzam fez um inventário sentimental da chamada década perdida. Apesar de ambientado em Porto Alegre, Tempos Heróicos exibe universalidade ao abordar dramas comuns da geração nascida “entre a Era Juscelino e a Revolução de 64”, como diz o autor. Num período de reabertura democrática, a militância política já não servia para dar algum sentido honroso à atmosfera de sexo e drogas. Ao abdicar das causas universais para descobrir a si mesmo, o protagonista Beto encarna a metáfora mais precisa sobre o significado dos anos 80. Destaque também para a edição muito bem acabada.
Mais resenhas de Tempos heróicos
- » Sexo, drogas e rock’n’roll, Digestivo Cultural, Marcelo Spalding, 27/03/2007
- » Tempos heróicos, Revista Cartaz, Emerson Gasperin, 25/04/2007
- » Romance do sonho possível, Correio Braziliense, Gustavo Krieger, 17/02/2007
- » Uma geração fragmentada, Diário Catarinense, Da equipe do DC, 24/11/2006
- » A liberdade como matéria-prima, A Notícia - Caderno Anexo, Rubens Herbst, 19/12/2006
- » Vou pra Porto Alegre e tchau, Rolling Stone, Ademir Correa, 01/12/2006
- » Anos 70 em Porto, Rascunho - O jornal de literatura do Brasil, Seção Prateleira, 30/05/2007
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- » Sobre viver, crescer, sofrer e dar risadas, Folha de Londrina, Maria Celeste Corrêa, 17/08/2007
- » O Sultão em "Tempos Heróicos", Blog do Emanuel Mattos, Emanuel Mattos, 09/11/2007
- » Contracapa, Diário Catarinense, Marcos Espíndola, 22/12/2006
- » ...saudade do bordão “abaixo a ditadura”, Revista Men's Health, Gustavo Krieger, 06/02/2007
- » Tempos heróicos, Zero Hora, David Coimbra, 12/12/2007