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Revista Cartaz Cultura & Arte - Coluna Lábias, 06/02/2007
Dennis Radünz
A ‘realidade paralela’ do prostíbulo tem alimentado a literatura e, entre os freqüentadores, Baudelaire é dos mais ilustres. Pois o lupanar de Silêncio no Bordel da Tia Chininha tem antros ainda pouco visitados, como o quarto em que a jovem Jovita, abandonada pelo marido, filho da cafetina, cria seus cinco filhos às escondidas. Em prosa fluente e salpicada de recursos jornalísticos – como a reiteração de parágrafos inteiros, para ênfase de certas personagens –, Eliziário coleciona situações dramáticas que evidenciam essa vida de errência num ponto extremo do Sul do Brasil. Uma novela curta, mas clássica a seu modo, ao evitar a todo custo o chulo, dignificando o que ali ainda é vida.