home » sala de imprensa » notícias » Sônia Bridi compartilha curiosidades sobre a China na Feira do Livro
02 de Novembro de 2008, 18h46
Fonte:ClicRBS - Feira do Livro
Repórter foi correspondente da Globo no país asiático entre 2005 e 2006
A jornalista Sônia Bridi, da Rede Globo, esteve na tarde de domingo na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre para fazer uma palestra e um debate sobre seu livro Laowai: histórias de uma repórter brasileira na China, um misto de reportagem e diário de viagem sobre a permanência dela e de seu marido Paulo Zero no país asiático entre 2005 e 2006.
Sônia abriu o encontro com o público, mediado pelo jornalista Tulio Milmann, no Santander Cultural, com uma boa notícia: as liberdades de imprensa conquistadas por jornalistas estrangeiros durante os Jogos Olímpicos deste ano, válidas apenas até o dia 31 de outubro, se tornaram definitivas um dia antes de seu prazo final. Sônia comemorou o que pode vir a ser o primeiro passo para o estabelecimento da liberdade de imprensa no país.
A jornalista contou que todo jornalista que entra na China ganha um livro cheio de regras para trabalhar no país. Quem não segue os mandamentos pode ser deportado. Para ela, a notícia da liberdade de imprensa é excelente para profissionais historicamente cerceados em suas atividades.
Em entrevista ao clicRBS antes do início da palestra, Sônia contou que foi assombrada durante praticamente todo o tempo em que morou na China pelo fato de ter que lidar com o governo autoritário e a censura.
– Há um contraste absurdo entre a grande abertura econômica e a ditadura, e o fato de ser um país muito fechado para a informação e as liberdades individuais. Eles são muito eficientes em cercear as fontes e não dar acesso a elas.
Cultura exótica
Sônia disse que sua motivação para escrever Laowai foram os diversos questionamentos dos espectadores sobre como são os chineses e o país asiático no dia-a-dia. A jornalista resolveu juntar toda sua experiência em uma publicação que tirasse essa e outras dúvidas do público.
Para Sônia, a grande barreira cultural para que um estrangeiro tenha contato real com a cultura chinesa é a língua. A segunda são as expressões corporais utilizadas na comunicação entre as pessoas – como o caso dos números 6, 7, 8, 9 e 10, que utilizam códigos de mãos e dedos bem diferentes dos usados no mundo ocidental.
A repórter, dona de uma dos melhores textos do telejornalismo nacional, também falou sobre a famosa culinária chinesa, em que insetos - como escorpiões e grilos – vermes e macacos são especiarias muito requisitadas.
Ela comentou que, em um país com uma população tão grande, é impossível desprezar fontes de proteína tão importantes. Além disso, ela lembrou que camarão e siri, considerados os “lixeiros dos mares”, entram diariamente no cardápio dos brasileiros.