Declarações recentes das autoridades do turismo brasileiro preveem que o fluxo de visitantes estrangeiros vai duplicar nos próximos anos. As expectativas otimistas devem-se, principalmente, à realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 no Brasil.
O ministro do Turismo, Luiz Barretto, estima que 8 milhões de estrangeiros desembarcarão no Brasil em 2014, ano da Copa. Já a presidente da Embratur, Jeanine Pires, na apresentação do Plano Aquarela 2020, afirmou que o número de visitantes internacionais deverá alcançar 11 milhões em 2020.
Esse crescimento é anunciado há anos. Em 30 de novembro de 2006, no 3o Fórum Mundial de Turismo para Paz e Desenvolvimento Sustentável, realizado em Porto Alegre, o então ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, dizia: “Nós não esperamos menos do que 9 a 10 bilhões de dólares em entrada de divisas trazidas pelos turistas estrangeiros, em 2010”. No melhor ano, 2008, as divisas advindas do Turismo atingiram 5,8 bilhões de dólares, pouco mais que a metade do previsto.
Eduardo Sanovicz, presidente anterior da Embratur, esperava a entrada de 9 milhões de turistas estrangeiros em 2007. No melhor ano, 2005, 5,4 milhões de estrangeiros desembarcaram no Brasil.
Os números mostram que o atual patamar de entrada de estrangeiros no Brasil é o mesmo desde 1998 – mais de uma década, portanto, de expectativas frustradas. Aviação congestionada e rodovias deterioradas são obstáculos tremendos a superar antes que essas metas, que interessam a todo o trade, tornem-se reais.